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Exército de Israel começa 'retirada gradual' das tropas da Faixa de Gaza

Exército de Israel começa 'retirada gradual' das tropas da Faixa de Gaza

Hamas havia oferecido cessar-fogo de uma semana em troca da saída.
Ataques provocaram mais de 1.300 mortes ao longo de 22 dias.

O Exército de Israel anunciou neste domingo (18) que iniciou a "retirada gradual" de suas tropas na Faixa de Gaza.

O porta-voz não esclareceu se a retirada será total ou quanto tempo ela levará.

Depois do anúncio, o premiê de Israel, Ehud Olmert, anunciou que a retirada se dará "o mais rápido possível", tão logo a segurança do povo israelense esteja garantida.

Pouco antes, testemunhas haviam relatado a saída de tropas que estavam na Cidade de Gaza e em outros pontos do território palestino atacado por Israel desde 27 de dezembro do ano passado.

O anúncio da retirada ocorre pouco depois de o porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, Ayman Taha, ter anunciado que o movimento e outras facções islâmicas decretaram um cessar-fogo unilateral de uma semana no território palestino sob ataque de forças de Israel. Em troca, o Hamas exigia a retirada dos soldados israelenses.

Israel havia anunciado um cessar-fogo unilateral no sábado, o que não impediu que os ataques de lado a lado prosseguissem.

"Os grupos palestinos se reuniram em Damasco e anunciarão proximamente um cessar-fogo das facções palestinas durante uma semana com o fim de abrir as passagens de fronteira e de deixar entrar a ajuda humanitária", disse Daud Chihab, porta-voz da Jihad. "Durante esse período, a resistência está disposta a responder a todos os esforços egípcios, turcos, sírios e árabes que permitam um acordo para a retirada completa das forças israelenses e a abertura total dos pontos de passagem."

A polícia israelense relatou que, apesar do cessar-fogo, dois foguetes palestinos teriam caído no sul do país, sem deixar feridos.

Mais cedo, o premiê israelensehavia dito que Israel não vai estabelecer um prazo para a retirada das tropas até que os militantes do Hamas parem os ataques com foguetes a cidades israelenses perto da fronteira.

"Se houver o risco de que o Hamas deliberadamente torpedeie o cessar-fogo, e nós tivermos que reiniciar as ações ofensivas contra o Hamas, então temos de ser reticentes sobre tirar nossas tropas", disse o porta-voz de Olmert, Mark Regev. "Se o cessar-fogo durar, então poderemos pensar em sair." 

Durante a reunião semanal de governo neste domingo, Olmert também disse que a calma é "frágil" e deve ser reavaliada constantemente.

Cessa-fogo israelense rompido

Israel havia anunciado no sábado um cessar-fogo unilateral em seus ataques aos palestinos. O Hamas disse que não iria respeitar a trégua.

Cerca de seis horas depois da entrada da trégua em vigor (às 2h locais de domingo, 22h de sábado de Brasília), tropas israelenses e militantes do Hamas voltaram a se enfrentar no norte do território. 

Segundo o Exército israelense, o incidente começou após militantes do Hamas terem aberto fogo contra o Exército de Israel perto do campo de refugiados de Jabalya. Helicópteros e tanques de Israel responderam bombardeando a região. 

Os relatos ainda são imprecisos, mas pelo menos um civil palestino teria morrido após o reinício dos ataques. Fontes médicas israelenses dizem que cerca de uma centena de cadáveres teriam sido encontrados após o novo ataque de Israel.

Noventa e cinco corpos de palestinos foram encontrados domingo entre os escombros desde que entrou em vigor o cessar-fogo israelense, segundo o chefe dos serviços de emergência palestinos.

A maior parte dos corpos foi retirada das ruínas deixadas pelos bombardeios israelenses em Jabaliya e Beit Lahya, no norte da Faixa de Gaza, assim como no bairro de Zeitun, indicou o médico.

Militantes palestinos também voltaram a disparar na manhã deste domingo foguetes contra o sul de Israel, segundo testemunhas. Um deles caiu nos arredores da cidade de Sderot.

Olmert advertiu, ao declarar o cessar-fogo, que o Exército suspenderia as operações, ofensivas, mas que responderia aos ataques das milícias ou ao lançamento de foguetes contra seu território.  

O confronto já matou pelo menos 1.300  e deixou mais de 5.100 feridos no território palestino, segundos fontes médicas locais. Do lado de Israel, ao menos 14 pessoas morreram.

Cúpula

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, pediu "apoio internacional" ao plano de cessar-fogo para Gaza, durante reunião de cúpula internacional que analisou a situação no território palestino.

Também na cúpula, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que, se o Hamas parar de lançar foguetes contra Israel, o país deverá abandonar o território.

Mubarak, o rei da Jordânia Abdullah II e o presidente da Liga Árabe, Amr Musa, expressaram sua esperança que o conflito árabe-israelense tenha fim ainda em 2009.

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Fonte: http://g1.globo.com/Noticias

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